O nosso presidente

Mario Garnero

"Cedo aprendi que para liderar homens são necessárias virtudes cardeais: paciência, tolerância e indulgência"

"Presidente do conselho do Grupo Garnero, controlador das empresas Brasilinvest S/A, empresário, político, diplomata, patrono das artes, filantropo. Este é Mario Garnero, Presidente do Grupo Garnero".

Homem do Ano da Câmara de Comércio Brasil-EUA, Presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, Presidente da Confederação Nacional da Indústria, eis o currículo de um brasileiro apaixonado por seu País, que circula com desenvoltura pelos salões mais exclusivos do grand monde dos negócios e da política. Daí vêm seus trunfos para converter-se em instrumento influente do livre comércio e da expansão do perfil brasileiro no fluxo internacional de investimentos.

É amigo pessoal de algumas das mais influentes personalidades do cenário internacional, como o ex-Secretário de Estado norte-americano George Shultz, o banqueiro David Rockefeller, os ex-Presidentes George Bush, Gerald Ford e Valéry Giscard d'Estaing e o ex-Chanceler alemão Helmut Schmidt. Mario Garnero nunca deixou de lado a idéia de que grandes oportunidades de negócios vêm do exterior. "Mesmo antes de falarem em blocos econômicos, estávamos atuando nas duas partes da globalização, a política através dos encontros do fórum e a do business, com acordos bilaterais", lembra Garnero numa entrevista à Revista IstoÉ, apontando que seus empreendimentos tiveram sempre um grande sentido internacional.
Sediado nas duas torres monumentais que marcam a paisagem de São Paulo, o Grupo Garnero representa hoje uma das 100 maiores empresas privadas do Brasil, com sócios em 16 países e um Board de fazer inveja a qualquer grande corporação do mundo. Integram-no, dentre outros, nomes como William Cohen, Secretário de Defesa dos EUA na administração Bill Clinton; Carlo De Benedetti, o legendário empresário italiano; David Tang, o magnata das finanças e dos imóveis em Hong Kong; Oleg Deripashka, o "Rei do Alumínio" da Rússia.

Sobre estes alicerces -- e uma cultura humanística que o permite comunicar-se fluentemente em 6 línguas --, Mario Garnero sempre se sentiu à vontade para empreender iniciativas de grande porte. Em várias ocasiões, trabalhou para que o Brasil saísse de situações difíceis, como o impasse na balança comercial com os EUA em 1982. Diante da crise cambial que colocava as exportações nacionais no chão, Garnero conseguiu organizar uma vinda estratégica ao Brasil do então presidente americano Ronald Reagan. A visita serviu de mote para incrementar os negócios entre os dois países. Em dois anos, a balança saltou de um déficit de U$ 2 bilhões para um superávit de U$ 4 bilhões e na sua passagem Reagan deixou uma surpresa especial: um empréstimo de U$ 1 bilhão do governo americano que deu fôlego extra às contas nacionais.

Em outra de suas iniciativas, em meados da década de 70, Garnero conseguiu colocar frente a frente uma delegação de 65 empresários americanos e o então presidente Geisel para acertar injeções de recursos externos. Trouxe também Henry Kissinger à época da discussão da dívida externa brasileira. Mais recentemente, em 1997, foi o Presidente George Bush que veio ao Brasil a convite de Garnero. Da amizade entre Bush e Garnero originou-se um dos mais intensos diálogos sobre a integração continental, que hoje ganha forma com o calendário da ALCA - Área de Livre Comércio das Américas.

É um tipo de trabalho paralelo a seus negócios que o empresário realiza como poucos. Já em 65, Garnero encarregou-se de convidar o então senador Robert Kennedy para conhecer o País. Fundou então o Fórum das Américas, pioneiro "think-tank" brasileiro para refletir sobre estratégias de integração econômica regional que beneficiassem a sociedade brasileira.

Nos seus giros internacionais, é o único brasileiro a integrar o World Forum de Beaver Creek, organizado pelo ex-presidente americano Gerald Ford. Participa ativamente do debate dos grandes temas da atualidade com artigos e entrevistas na CNN, New York Times, ISTOÉ, O Estado de S. Paulo, LatinCEO, Folha de S. Paulo e tantos outros. Já apresentou sua visão empresarial em palestras nas Universidades de Columbia, San Diego, Georgetown, no Congresso dos Estados Unidos e no Congresso Nacional do Brasil, além de diversos fóruns empresariais na Europa, Estados Unidos e América do Sul.

Essas iniciativas somam-se à criação pioneira da Associação das Nações Unidas-Brasil, instituída em 98 após encontro em Nova York entre Mario Garnero e o Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, que mais tarde veio também a São Paulo a convite do Fórum das Américas. A Associação ONU-Brasil insere-se num quadro de entidades similares já existentes em 90 países, e que servem para ampliar o alcance dos objetivos da ONU a partir do trabalho da sociedade civil e do empresariado.

Seja com o Grupo Garnero nos negócios, o Fórum das Américas no debate da integração hemisférica ou a Associação ONU-Brasil na discussão dos grandes temas internacionais, a diplomacia está profundamente enraizada na personalidade de Mario Garnero. Mas é diplomacia que se complementa com o incentivo às artes e à cultura; com a filantropia no campo da saúde e da educação.

É assim que, para muitos, falar em globalização é falar em Mario Garnero - sinônimo de globalização com responsabilidade social.